Lathyrus odoratus L.
Nome comum: Ervilha-de-cheiro
Família: Fabaceae
Origem: Sicilia, sul de Itália e ilhas do Mar Egeu
Local: Pico da Pedra
25 de abril de 2022
Lathyrus odoratus L.
Nome comum: Ervilha-de-cheiro
Família: Fabaceae
Origem: Sicilia, sul de Itália e ilhas do Mar Egeu
Local: Pico da Pedra
25 de abril de 2022
Brassica oleraceae L.
Nome comum: couve
Família: Brassicaceae
Origem: região costeira do Mediterrâneo
Local: Pico da Pedra
25 de abril de 2022
Asplenium trichomanes L.
Nome comum: desconhecido
Família: Aspleniaceae
Origem: Macaronésia, Europa, África, América do
Norte e Austrália
Local: Pico da Pedra
6 de abril de 2022
Acácias
A
acácia, austrália ou acácia-austrália (Acacia melanoxylon R. Br.) é uma
planta da família Fabaceae, originária da Austrália, que foi introduzida nos
Açores em virtude dos vários usos que eram dados à sua madeira.
A
palavra Acacia deriva do grego akakia que era o nome de uma acácia de
espinhos existente no vale do Nilo, melan que significa negro e xylon
que significa madeira.
António
Emiliano Costa, num dos Boletins da Comissão Reguladora dos Cereais do
Arquipélago dos Açores, publicado no início da década de 50 do século XX, a
propósito da acácia-austrália escreveu o seguinte:
“A acácia tem
normalmente, em S. Miguel, um desenvolvimento superior ao da criptoméria, sendo
a sua madeira utilizada para quase todos os fins. Hoje constitui quase o único
recurso da marcenaria e tanoaria, sendo também utilizada na construção civil. A
sua grande rusticidade e rebentação de toiça, rivaliza com o incenso e o
eucalipto, permitem a sua exploração em talhadio, o que explica que a acácia
constitua hoje o revestimento de mais de 60% dos “biscoitos” - terrenos
cobertos de lava basáltica- onde se faz a exploração desta espécie para
lenhas”.
A
acácia-austrália é uma planta de folha persistente que floresce entre fevereiro
e abril. As suas flores são de cor creme ou amarelo-pálido.
Embora
possa atingir os 40 metros de altura, a acácia-austrália, que é uma espécie de
crescimento rápido, em média atinge os 15 m.
No passado existiu em Água d’Alto um exemplar notável que, segundo
António Emiliano Costa, possuía 0,88 m de diâmetro à altura do peito e um fuste
que devia “orçar pelos 25 metros”.
Não
se sabe quem introduziu a acácia-austrália nos Açores, mas de certeza José do Canto
foi um dos responsáveis pela sua introdução em São Miguel, a partir da Europa,
desde 1847, para substituir os vinháticos nas matas de corte. Para além daquela
espécie José do Canto introduziu no seu jardim em Ponta Delgada outras do
género Acacia, vindas de Inglaterra, Bélgica e da Nova Holanda (Brasil).
Em
1873, a espécie, segundo o francês Ferdinand Fouqué que visitou o nosso
arquipélago e publicou as “Viagens Geológicas aos Açores” já era bem conhecida entre
nós.
Num
relatório publicado em 1934, o eng. Gonçalo Estrela Rego estimava que a
acácia-austrália ocupava 25,24 % da área arborizada, a criptoméria 29,45% e em
primeiro lugar estava o pinheiro-bravo que ocupava a área de 32,79%.
Em
2007, as acácias-austrália estavam em 3º lugar numa lista de árvores mais
representativas dos Açores, ocupando 4,3 mil hectares, enquanto o primeiro
lugar era ocupado pelo incenso (23,9 mil hectares) e o segundo pela criptoméria
(12,4 mil hectares).
Em
2020, no que diz respeito à chamada floresta de produção regional, a acácia
-austrália estava em segundo lugar em área ocupada (20%) enquanto em primeiro
lugar estava a criptoméria (56%).
Nos
Açores, não só foram introduzidas acácias-austrália, outras espécies do género
Acacia que são originárias da Austrália, exceto a Acacia karroo Hayne que
é da África do Sul, também chegaram cá.
Em
1953, o Regente Agrícola Silvano Pereira escreveu que as acácias eram árvores
cultivadas em matas e mencionou a existência de outra espécie, a acácia-de-flor
ou acácia-negra (Acacia decurrens Willd.) que era cultivada em jardins.
Gonçalo
Teles Palhinha no Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores, publicado em
1966, menciona como cultivadas nos Açores, para além da acácia-austrália, a acácia-mimosa
(Acacia dealbata Link) e a acácia-virilda (Acacia retinodes Schlecht.).
No Portal da Biodiversidade dos Açores,
consultado recentemente, há referência a duas espécies de acácias naturalizadas
entre nós, a acácia-austrália que existe em todas as ilhas e a
acácia-de-espigas (Acacia longifólia (Andr.) Willd.), que está presente apenas
em Santa Maria.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores,
32696, 30 de março de 2022, p.9)
Nicolau Maria
Raposo do Amaral (pai) e as plantas
Quando se aborda o assunto da introdução de
plantas ou o da florestação da ilha de São Miguel vem sempre em primeiro lugar
o nome de José do Canto (1820-1898). Apesar do contributo de José do Canto ser
ímpar, outros, antes dele, também não devem ser esquecidos.
Através de documentos a que tive acesso, tomei
conhecimento de que tanto Nicolau Maria Raposo do Amaral como o seu filho com o
mesmo nome para além de negociantes também se dedicaram à agricultura e à
florestação de terrenos que possuíam.
Nicolau Maria Raposo do Amaral nasceu em Ponta
Delgada, a 11 de janeiro de 1737, e faleceu em Ponta Delgada a 7 de janeiro de
1816. Para além de ser um dos maiores comerciantes da ilha, foi Cavaleiro de
Cristo e Provedor das Armas, em São Miguel.
Em carta datada de 25 de setembro de 1789,
Nicolau Maria Raposo do Amaral informa
D. Rodrigo de Sousa Coutinho, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da
Marinha e do Ultramar, sobre a presença de pinheiros e onde seria possível
plantá-los em São Miguel e na Terceira.
Em relação à ilha Terceira., escreveu: “tem
João da Rocha Ribeiro um grande pinhal, e continua a semear outros com sementes
que manda vir de fora, que produzem maravilhosamente pela bondade do terreno
para esta planta.”
No que diz respeito a São Miguel perguntado
sobre a presença de baldios onde se pudessem semear pinheiros, a resposta foi a
seguinte:
“São poucos os baldios nesta Ilha à excepção
daqueles que mal produzem alguma erva nos meses de Inverno para a sustentação
dos gados. No Vale das Furnas, distante nove léguas desta cidade, há um pequeno
Pinhal do Governador Interino desta ilha, semeado há poucos anos, que me dizem
tem perto de dois mil pinheiros, e me disse o mesmo Governador que por falta de
sementes não tem continuado nesta interessante cultura.”
Através de uma carta que escreveu a 4 de maio
de 1800, constata-se que recebeu
sementes de cedros e pinhos para semear onde achasse mais conveniente.
Em carta datada de 23 de abril de 1800 fica-se
a saber que o mesmo havia recebido, de Londres, sementes de pinho silvestre e
de cedro do Líbano. Na carta mencionada é referido que aquelas essências
produziam excelente madeira para a construção e que os terrenos das ilhas
Terceira e Flores eram os melhores para aquelas plantas.
Por carta enviada a 26 de maio de 1800, é feita
referência ao envio de sementes para a Terceira e para as Flores. Desta vez as
espécies mencionadas são os pinheiros silvestres, os cedros do Líbano e os
cedros do Bussaco. Na mesma carta Nicolau do Amaral justifica a razão para a
sementeira nas Flores do seguinte modo: “Porque me parece que o terreno da Ilha
das Flores é o melhor para esta cultura pela imensidade de Cedros que cobrem as
suas montanhas, como observei quando fui mandado à dita Ilha fazer as
especulações de que fui encarregado pelo Ministério”.
No que diz respeito à agricultura, fica-se a
saber que em 1809 a colheita de trigo foi muito má, tendo havido terras que só
produzirem dois alqueires por alqueire de terra.
No que concerne a fruta, em carta de 1810,
Nicolau Amaral escreve que em São Miguel só se produzem laranjas e manda vir
sementes de melões e melancias.
No ano seguinte, em carta de 16 de abril, Nicolau
Amaral pede uma quarta de semente de melancia do Brasil.
As plantas ornamentais também são referidas na
correspondência que vimos citando. Assim, em carta de 24 de janeiro de 1812,
pede desculpa pelo facto de não mandar tocas de tulipas por não ser a altura
adequada para o efeito e por não enviar uma magnólia por não ter amizade para
pedir a Carlos Scholtz, outro apaixonado por plantas e introdutor de espécies
em São Miguel.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores,
32678, 16 de março de 2022, p.9)
Polypodium macaronesicum subsp. azoricum (Vasc.) FJ.
Rumsey, Carine & Robba
Nome comum: Feto-dos-muros, pés-de-galo, feto-pés-de-galo
Família: Polypodiaceae
Origem: Açores
Local: Caminho da Adutora-Fajã de Cima
14 de março de 2019
Leptospermum scoparium J.R.Forst.
& G.Forst.
Nome comum: Árvore-chá, Leptospermo
Família: Myrtaceae
Origem: Austrália e Nova Zelândia
Pico da Pedra
26 de fevereiro de 2022